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Trabalhadores mantêm ocupação das fábricas da Dako e Continental

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ECONOMIA

Trabalhadores mantêm ocupação das fábricas da Dako e Continental

VENCESLAU BORLINA FILHO
CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - Sem acordo, os trabalhadores da Mabe do Brasil, fabricante de fogões e geladeiras das marcas Dako e Continental, permanecem nesta terça (16), pelo segundo dia consecutivo, ocupando as fábricas de Campinas e Hortolândia, no interior de São Paulo.
A ocupação foi decidida, durante assembleia, pelos trabalhadores e pelo sindicato dos metalúrgicos da região após a Justiça de São Paulo decretar, na semana passada, a falência da empresa multinacional, com sede no México, no Brasil.
Numa reunião nesta terça entre trabalhadores, sindicato dos metalúrgicos e representantes da empresa Capital Administradora Judicial, que assumiu a massa falida, não houve consenso sobre o pagamento dos direitos trabalhistas e dos salários atrasados desde dezembro dos cerca de 1.900 funcionários da empresa.
Os trabalhadores prometem ficar acampados dentro das fábricas até uma solução. Eles querem o pagamento dos salários e dos direitos trabalhistas dos cerca de 400 funcionários já demitidos, o fim das demissões e a retomada da produção.
A Justiça de São Paulo decretou a falência da Mabe após o processo de recuperação judicial da empresa, iniciado em 2013, não ter sido cumprido. A multinacional, com sede no México, acumula ao menos R$ 42 milhões em dívidas.
Funcionário da empresa há 19 anos, José Everaldo Batista de Freitas, 46, afirmou que está sobrevivendo com a ajuda de amigos e parentes. Ele, que é casado e tem um filho de 15 anos, é o único com renda na família.
"Estamos sendo vítimas de um golpe de uma empresa multinacional que faturava mais de R$ 1 bilhão ao ano e que conseguiu a falência e foi embora. Isso é inadmissível", disse ele, que atuava como operador de produção na fábrica de Hortolândia.
Uma nova reunião deve ocorrer na próxima quinta-feira (18). Em nota, a Capital Administradora informou que a intenção é abrir uma nova empresa com as próprias máquinas, recontratar os trabalhadores e pagar as dívidas.
Um mutirão será organizado pela massa falida para que os trabalhadores assinem a demissão e consigam acessar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o seguro-desemprego. Nenhum representante da Mabe foi encontrado para comentar o caso.

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