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Bolsa recua 2,62% com aversão global ao risco; dólar e juros avançam

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ECONOMIA

Bolsa recua 2,62% com aversão global ao risco; dólar e juros avançam

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (11), acompanhando os principais índices de ações globais. Preocupações com os rumos da economia mundial e nova queda dos preços do petróleo deram o tom dos negócios.
O dólar e os juros futuros subiram no mercado doméstico. Pesou a notícia de que o governo vai anunciar um corte de gastos no Orçamento da União. Previsto inicialmente para esta sexta-feira (12), o governo adiou para março o anúncio.
Depois de avaliar vários cenários, que chegou a incluir cortes entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões, a equipe econômica teria fechado uma proposta de um bloqueio na casa de R$ 18 bilhões. A redução menor foi elaborada na busca de evitar a paralisia de boa parte de programas e ações federais.
"Investidores seguem céticos com relação ao ajuste necessário, e as propostas em discussão não parecem gerar maior confiança", escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório.
O Ibovespa fechou em queda de 2,62%, aos 39.318,30 pontos. No ano, acumula perda de 9,30%.
Praticamente todas as ações terminaram em baixa. A Petrobras, pressionada pela queda do petróleo, teve queda de 1,85% na ação PN (preferencial), cotada a R$ 4,23, e de 3,43% na ON (ordinária, com direito a voto), a R$ 5,91.
O petróleo Brent recuava 0,62% a US$ 30,65 o barril, enquanto o WTI perdia 2,81%, a US$ 26,68 o barril.
EUROPA, ÁSIA E EUA
O principal índice de ações europeias caiu nesta quinta-feira (11), chegando a atingir a mínima em dois anos e meio, pressionado pelas novas baixas em ações bancárias e ligadas a commodities.
O índice FTSEurofirst 300 fechou em baixa de 3,68%, aos 1.195 pontos, após ter atingido mais cedo na sessão o menor patamar desde agosto de 2013.
O setor bancário caiu 6,26% e liderou as baixas. Na semana até o momento, o setor acumula queda de quase 11%, com as preocupações sobre a lucratividade em um ambiente de baixo crescimento e baixas taxas de juro. O setor já perdeu 28,6% no ano.
Os papéis do banco Société Générale recuaram 12,57% após o banco divulgar alta menor que o esperado em seu lucro líquido no quatro trimestre.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones perdia 1,20%, e o S&P 500, -1,27%. O Nasdaq ganhava 0,05%.
Na Ásia, o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, teve queda de 1,76%.
A aversão ao risco pesou sobre a maioria das ações asiáticas, com Hong Kong --um dos principais canais para os investidores globais atuarem na China-- caindo 3,85%. Os investidores de lá voltaram do feriado prolongando do Ano Novo Lunar. Os mercados no restante da China continuaram fechados.
DÓLAR E JUROS
No mercado doméstico, o câmbio reagiu ao ambiente de aversão a risco nos mercados globais. O dólar à vista fechou em alta de 1,33%, a R$ 3,9802; o dólar comercial subiu 1,21%, cotado a R$ 3,9840.
O mercado de juros futuros também seguiu em alta. O DI para janeiro de 2017 passou para 14,475%, de 14,415% nesta quinta-feira. O contrato para janeiro de 2021 avançou para 16,120%, de 15,880% na véspera.
"Há medo de que a economia mundial volte a atravessar um período de fraqueza prolongado, o que faz o mercado se proteger no dólar", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
A presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Janet Yellen, reconheceu em audiência no Senado norte-americano que as turbulências financeiras globais vêm sendo mais fortes que o esperado, mas salientou pontos positivos na recuperação dos EUA. A declaração sustentou o avanço do dólar, reforçando a percepção de fragilidade da situação econômica global.
"Se o Fed está surpreso com essa volatilidade [nos mercados globais], o mercado tem motivo para ficar ainda mais cauteloso", disse o operador de uma corretora nacional, ressaltando que essas preocupações predominaram sobre a perspectiva de que o Fed demore para aumentar os juros nesse contexto.
O dólar avançou quase 2% em relação ao peso mexicano e atingiu nova máxima histórica durante as negociações, mesmo após o banco central do país vender US$ 400 milhões em dois leilões. Em relação ao peso argentino, a alta da moeda americana superou os 3%.

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