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Greve nacional contra reforma da Previdência paralisa partes da Grécia

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ECONOMIA

Greve nacional contra reforma da Previdência paralisa partes da Grécia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Partes da Grécia foram paralisadas nesta quinta-feira (4) por uma greve de milhares de pessoas contra a reforma na Previdência proposta pelo governo de esquerda para cumprir as condições estabelecidas por credores internacionais para resgatar o país endividado.
Em desafio à determinação do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que tem apenas pequena maioria no Parlamento, os gregos saíram às ruas para exigir que o governo revogue um plano de aperto do sistema de seguridade social, o que muitas pessoas temem que vai empobrecê-las ainda mais.
"Eles deveriam ser enforcados aqui, na praça Syntagma", disse o pensionista Nikos Ghinis enquanto caminhava ao lado de milhares de manifestantes no centro de Atenas. "Estou recebendo 740 euros por mês depois de 40 anos de trabalho... estou [protestando] aqui por meus filhos e netos", disse à Reuters.
A manifestação foi a maior dos últimos anos, com cerca de 40 mil participantes, segundo a Polícia, e 100 mil, de acordo com os organizadores.
Dezenas de voos domésticos não decolaram, balsas ficaram ancoradas nos portos e a maior parte do transporte público ficou paralisada como parte da greve, organizada pelas maiores centrais sindicais da Grécia, a GSEE (setor privado) e a Adedy (setor público).
Milhares de pessoas, de tripulantes de embarcações a médicos, músicos e donos de agências funerárias, começaram os protestos no coração da capital. "Se não reagirmos, eles irão acabar conosco", disseram membros desta última categoria em comunicado.
No setor privado, todos os sindicatos se uniram à greve com taxas de participação superiores a 95%, afirmou à "Agência Efe" o porta-voz desta confederação sindical, Dimitris Karayorgopulos.
Durante as manifestações houve confronto com a Polícia. Grupos de manifestantes lançaram coquetéis molotov contra a Polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.
Nos confrontos, um jornalista foi agredido por manifestantes e teve que ser levado para o hospital.
Essa é a segunda manifestação nacional desde que Tsipras chegou ao poder, em janeiro de 2015, prometendo pôr fim a anos de austeridade fiscal, mas acabar cedendo à ameaça de expulsão da zona do euro e endossando novas reformas restritivas em respeito aos termos de um pacote de socorro da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) no valor de 86 bilhões de euros.
A greve de 24 horas coincide com uma análise do desempenho grego em vista do socorro financeiro. Os chefes da missão da UE e do FMI encarregados de avaliar o progresso da Grécia chegaram a Atenas no início desta semana para debater o plano de previdência, reformas fiscais e os empréstimos problemáticos que prejudicam os bancos gregos.

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