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Estímulo ao crédito pode piorar avaliação dos bancos públicos, diz Moody´s

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ECONOMIA

Estímulo ao crédito pode piorar avaliação dos bancos públicos, diz Moody´s

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As medidas de estímulo econômico por meio do aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos, anunciadas na última quinta (28) pelo governo federal, podem prejudicar a avaliação de risco de calote dessas instituições, segundo a agência Moody´s de classificação de risco.
O motivo, segundo a agência, é que esses bancos serão encorajados a fazer empréstimos de maior risco de inadimplência no momento em que recessão, inflação alta, desemprego ascendente reduzem a capacidade de pagamento dos tomadores de empréstimos.
De acordo com a Moody´s, o estímulo adicional aos empréstimos também colocarão sob pressão os níveis de capital próprio desses bancos, que diminuíram nos últimos anos devido ao rápido crescimento dos empréstimos. Segundo a agência, o crédito cresceu em média 16,6% ao ano nos bancos públicos nos últimos três anos.
O maior impacto da medida será na avaliação de risco do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que participa de três diferentes programas de estímulo ao crédito: pequenas e médias empresas, exportadores, e compra de máquinas e equipamentos.
A Moody´s comentou ainda a proposta de os trabalhadores usarem recursos preso no FGTS como garantia para empréstimo consignado, que ainda depende de aprovação do Congresso. A agência acredita que a medida tem potencial para alavancar o crédito ligado às folhas de pagamento no setor privado, que somam hoje apenas 7% do total do segmento.
DIFICULDADES
Na avaliação da agência Fitch, o estímulo ao crédito por meio dos bancos públicos não terão um impacto significativo no crescimento do país nem na melhora das contas do governo.
"Nós duvidamos que as medidas recentes de estímulo ao crédito melhorarão as perspectivas de crescimento enquanto a recessão segurar a demanda por empréstimos e o apetite dos bancos por risco continuar baixa", afirmou, em nota.
A agência chama a atenção para que essas medidas costumam ter como efeito colateral a redução da confiança na economia.
Para a Fitch, o estímulo ao crédito sublinha os desafios que o governo brasileiro terá para estabilizar o crescimento do deficit nas contas públicas durante a recessão. "2016 será mais um ano difícil para as finanças públicas. O governo tem ainda que implementar as medidas que permitam atingir a meta de superavit", afirmou, em nota.
A Fitch acredita que a economia brasileira deve cair mais 2,5% neste ano e adverte para o risco de uma contração ainda maior dependendo do impacto da baixa nos preços de commodities, desaceleração na economia chinesa, entre outros fatores.

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