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Petróleo a US$ 30 "não é o fim do mundo", diz presidente da Petrobras

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ECONOMIA

Petróleo a US$ 30 "não é o fim do mundo", diz presidente da Petrobras

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse nesta quinta-feira (28) que a produção de petróleo no pré-sal permanece viável, mesmo com o petróleo por volta dos US$ 30 por barril. "O pré-sal é extremamente competitivo", afirmou em entrevista coletiva na qual detalhou o processo de reestruturação da companhia, com o qual a estatal espera economizar R$ 1,8 bilhão por ano.
Ele não detalhou, porém, qual seria o custo de produção dos projetos, limitando-se a repetir a cifra de US$ 8 por barril, que indica apenas o custo para extrair o petróleo do subsolo, sem considerar investimentos, impostos e gastos em logística. Antes da crise, a empresa falava em US$ 40 por barril, já considerando esses fatores.
"O pré-sal é um dos grandes diferenciais da Petrobras", afirmou o executivo, ao dizer que a companhia manterá seu foco no desenvolvimento dessas reservas. Ele defende que os projetos são de longo prazo e os preços do petróleo tendem a se recuperar. "Não é porque o petróleo chegou a US$ 30 que será o fim do mundo."
O presidente da Petrobras reconheceu, porém, que o cenário é "desafiador" e disse que a missão da gestão atual é preparar a companhia para suportar períodos de petróleo barato. O tema é um dos focos da elaboração do novo plano de negócios da companhia, para o período 2016/2020, que está em elaboração e deve ser divulgado em março.
"Vamos preparar a companhia para o (petróleo) Brent de US$ 30, de US$ 20 (por barril), não importa. Queremos uma companhia leve e eficiente, com boa estrutura de custos e disciplina de capital."
A Petrobras enfrenta grave crise financeira, provocada por anos de subsídio aos preços dos combustíveis e pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Com uma dívida de US$ 130 bilhões, a companhia vem cortando custos e investimentos enquanto tenta vender ativos para levantar recursos.
"O resultado operacional teve um grande avanço em 2015. A companhia está respondendo muito bem", defendeu o executivo.
NOVA ESTRUTURA
A reestruturação cortará 30% dos cargos de gerência. Neste momento, vai focar no enxugamento das gerências que não estão ligadas a operações, que somam 5.300 cargos. Outras 13 gerências ligadas diretamente à alta administração da companhia serão extintas.
Além disso, mudam as diretorias da empresa. A área de gás e energia vai ser extinta e suas operações ficarão sob a gestão da nova diretoria de Refino e Gás.
Outras duas áreas foram remodeladas. A de Engenharia passa a se chamar Desenvolvimento da Produção e Tecnologia e concentrará a elaboração de projetos de investimento. Já a diretoria Corporativa ganha o nome de Recursos Humanos, SMS (sigla para Saúde, Meio Ambiente e Segurança) e Serviços, concentrando compras e prestação de serviços para as outras áreas.
As diretorias de Exploração e Produção, Financeira e Governança mantêm seus nomes. A primeira, que cuida do principal foco da empresa, teve a estrutura revista, com suas gerências executivas divididas por área de atuação: Exploração, Terra e Águas Rasas, Águas Profundas, Águas Ultra Profundas, Logística e Libra (o primeiro campo do pré-sal licitado no modelo de partilha de produção, no qual o governo tem participação nos petróleo produzido).
Bendine não detalhou, porém, como a empresa chegará à economia prevista. Segundo ele, as mudanças na estrutura devem ser concluídas em um prazo de 30 a 60 dias. Depois, a empresa passa a analisar cortes no número de gerências operacionais --são hoje cerca de 1.800.
Neste processo, a Petrobras está criando também seis comitês técnicos, que serão compostos pelos gerentes executivos de cada diretoria, com a função de analisar e deliberar sobre as propostas de negócios de cada área. Os integrantes dos comitês terão responsabilidades perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre suas decisões.
Cria ainda novas regras para nomeações: os gerentes executivos indicados pelas diretorias terão que ser referendados pelo conselho de administração após análise de sua capacitação pelo Comitê de Remuneração e Sucessão.

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