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Prévia da inflação foi de 0,92% em janeiro, maior para o mês desde 2003

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ECONOMIA

Prévia da inflação foi de 0,92% em janeiro, maior para o mês desde 2003

BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A prévia da inflação oficial brasileira até desacelerou na passagem de dezembro para janeiro deste ano, mas numa intensidade insuficiente para mudar a trajetória dos preços acumulados nos últimos 12 meses.
O IPCA-15 foi de 0,92% em janeiro -abaixo do apurado em dezembro do ano passado (1,18%) e um pouco acima do registrado no mesmo mês de 2015 (0,89%), segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (22).
Apesar da desaceleração, o resultado foi alto para o primeiro mês do ano. A última vez que os preços subiram tanto em janeiro foi em 2003 (1,98%), no primeiro mês do primeiro governo Lula.
Inflação - Índice de variação de preços medido pelo IPCA-15
Com os preços ainda pressionados, o índice acumulado em 12 meses manteve sua trajetória de crescimento. O IPCA-15 acumulou 10,74% de fevereiro de 2015 a janeiro de 2016, acima da inflação de 10,71% do ano passado.
Os dados vieram em linha com o centro de apostas dos economistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, que viam o IPCA-15 a 0,92% em janeiro e subindo para 10,74% no acumulado em 12 meses.
"O IPCA só vai ceder a partir de março, de forma gradual, quando os índices do início do ano passado forem descartados da linha acumulada em 12 meses e substituídos por taxas menores deste ano", disse Myria Bast, economista do banco Bradesco.
GRUPOS
O grupo de alimentação e bebidas foi novamente o vilão da inflação. Apesar de terem desacelerado de dezembro (2,02%) para janeiro (1,67%), o grupo respondeu por 0,42 ponto percentual do índice no mês.
Os preços subiram em uma variedade de alimentos, como cenoura (23,94%), tomate (20,19%), cebola (15,07%), feijão carioca (8,95%) e açúcar refinado (7,81%) e cristal (6,67%) e batata-inglesa (7,32%).
Os alimentos têm sido afetados por uma combinação de regime de chuvas adverso em algumas regiões do país com o avanço do câmbio, o que encarece insumos do campo e preços no mercado internacional.
Individualmente, um dos itens que pressionaram a inflação foi o transporte público, com um avanço de 1,12% no mês passado. Isso porque houve alta de tarifas de ônibus urbanos (1,92%), intermunicipais (2,65%) e do táxi (1,47%).
Apesar do avanço das passagens de ônibus, o grupo Transporte desacelerou de 1,76% em dezembro de 2015 para 0,87% em janeiro deste ano, segundo o IBGE, contribuindo positivamente para menor inflação.
O motivo foi a passagem aérea, com queda de 5,89% em janeiro. Os preços das passagens tinham avançado 36,54% em relação ao mesmo período do ano passado.
O IPCA-15 segue uma metodologia próxima a do IPCA, o índice oficial do país. O período dos preços considerados pelo IPCA-15, contudo, vai de meados de um mês a medos do mês seguinte.
CENÁRIO
Para economistas, a inflação deve permanecer alta este ano -as projeção são de IPCA a 7% no fim do ano pelo boletim Focus, do Banco Central- após romper o teto da meta do governo no ano passado, de 6,5% ao ano.
Segundo Leonardo França, economista da Rosenberg Associados, a inflação pode repetir a dinâmica do ano passado, com preços administrados ainda altos e o avanço do câmbio acelerando preços dos alimentos.
"Há também um papel grande da inércia da inflação. A economia é ainda indexada, ou seja, a inflação do ano passado está sendo usada para reajustar preços neste ano", disse o economista da Rosenberg.
Na última quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Polícia Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Dos oito membros do Copom, seis votaram pela manutenção e dois pelo aumento dos juros.
A decisão foi interpretada como sinal de que o BC vai dar mais peso à desaceleração da economia do que a enfrentar o aumento da inflação. O principal instrumento de combate à inflação é o aumento dos juros básicos.
Os analistas estão relativamente divididos sobre como o BC deve enfrentar a inflação. Para alguns, o aumento dos juros perdeu eficácia. Isso porque a alta de preços tem sido influenciada pelos tarifas e câmbios.

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