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Bolsa fecha em leve alta com trégua nos preços do petróleo

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ECONOMIA

Bolsa fecha em leve alta com trégua nos preços do petróleo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O principal índice de ações do Brasil fechou em leve alta nesta quinta-feira (21), apoiado na alta dos preços do petróleo no mercado externo.
O Ibovespa operou em alta durante todo o pregão, mas perdeu força e fechou em alta de 0,19%, aos 37.717 pontos. O giro financeiro foi de 5,057 bilhões.
"O mercado brasileiro fez uma correção após um dia de forte queda. O fato de o petróleo ter subido, ajuda, e a Selic ser mantida no mesmo patamar ajudou o índice também", disse Alexandre Wolwacz, diretor da Escola de Investimentos Leandro&Stormer.
As ações da Petrobras, que tiveram forte queda na quarta (20), se valorizaram após o mercado negociar os papéis para minimizar as perdas -o que deu algum fôlego ao Ibovespa.
Os papéis preferenciais da estatal, mais negociados e sem direito a voto, se valorizaram em 1,58%, a R$ 4,50, enquanto as ações ordinárias, com direito a voto, se valorizaram em 6,07%, a R$ 6,29.
"Podemos dizer que o dia de hoje foi apenas uma diminuição do pânico e do temor nos mercados", afirmou Wolwacz.
Sem notícias positivas da China, as ações da Vale fecharam em baixa nesta quinta.
Os papéis preferenciais da mineradora se desvalorizaram em 1,29%, a R$ 6,86, enquanto as ordinárias caíram 0,76%, a R$ 9,14.
Apesar da leve alta desta quinta no Ibovespa, a tendência foi de alta nos mercados internacionais.
A valorização nas Bolsas é puxada pelas declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que tranquilizou investidores ao afirmar que o órgão deve mudar a política monetária com as turbulências enfrentadas pela China e outros países emergentes.
O principal índice europeu de ações fechou em alta nesta quinta, após recuar às mínimas em 15 meses na sessão anterior. O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 2,08%, aos 1.294 pontos.
As turbulências nos mercados financeiros e preocupações com a China e outras economias emergentes vão levar a uma revisão em março da política monetária do BCE, disse nesta quinta-feira o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, dando força à perspectiva de mais afrouxamento.
"As palavras de Draghi ajudaram a acalmar o mercado", disse o analista chefe de mercado da Activtrades Carlo Alberto De Casa, ressaltando que a bolsa italiana teve desempenho melhor do que seus pares.
PETRÓLEO
Os preços do petróleo registravam altas nesta quinta, voltando a casa dos US$ 29, também influenciado por uma possível alteração nos rumos da economia europeia.
Mesmo dados mostrando um aumento maior que o esperado nos estoques de petróleo e de gasolina nos EUA -que já estão em níveis recordes- não derrubaram os preços da commodity. Em vez disso, os dados dispararam compras entre operadores que temiam que os números fossem ainda piores do que os divulgados.
O barril do Brent, negociado em Londres, subia 5,77%, para US$ 29,49. O petróleo WTI, comercializado no mercado americano, valia US$ 29,73, se valorizando em 4,87%.
A commodity vem caindo consideravelmente desde que a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo lideraram uma mudança na política da Opep em 2014 para defender participação de mercado contra os produtores que tem custos maiores, ao invés de cortar a oferta para sustentar os preços.
Somada a essa estratégia, o Irã, grande produtor do combustível, voltou à cena comercial após as sanções comerciais do país serem retiradas. A China também aparece nessa conta, dada a preocupação do mercado com uma possível desaceleração na economia do país.
Todos esses fatores fazem com que o mercado tenha uma alta drástica na oferta de petróleo, diminuindo o preço do produto.
JUROS
Após a decisão do Copom, economistas que até a semana passada viam a possibilidade de até três altas de 0,5 ponto nos juros, agora acreditam que as taxas ficarão inalteradas ao longo de 2016.
A mudança de percepção faz com que os juros de curto prazo registrem forte queda nesta quinta. A taxa para julho de 2016 caiu para 14,485%, ante 14,800% no dia anterior, enquanto o juro para janeiro de 2017 foi cotado a 14,885%, contra 15,145% na véspera.
Além disso, as taxas até 2022, que até quarta-feira subiam, passaram a cair, ajustando-se à expectativa de juros mais baixos até o próximo ano.

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