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Dólar fecha o dia em queda com alívio na China, mas tem 5ª semana de alta

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ECONOMIA

Dólar fecha o dia em queda com alívio na China, mas tem 5ª semana de alta

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com o alívio vindo dos mercados chineses, o dólar fechou esta sexta-feira (8) em queda sobre o real, após duas altas seguidas.
A moeda americana chegou a inverter a tendência para alta ao longo do dia, acompanhando a virada nas cotações de commodities como o petróleo, mas voltou a cair no final do pregão.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve baixa de 0,24%, para R$ 4,037 na venda. Na semana, porém, subiu 2,06%. Foi a 5ª semana consecutiva de avanço.
Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, cedeu 0,34% no dia, para R$ 4,040. Na semana, houve valorização de 2,28%.
O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem.
A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 559,8 milhões.
O banco central da China elevou nesta sexta-feira a cotação do yuan, após a moeda ter acumulado queda de 1,5% de desvalorização entre segunda (4) e quinta-feira (7).
As Bolsas da China subiram na sessão refletindo a decisão de Pequim de suspender o mecanismo de "circuit breaker", que paralisou as negociações duas vezes nesta semana,
As vendas generalizadas de ativos na China nos últimos pregões endossaram avaliações de que o desaquecimento da segunda maior economia do mundo pode ser maior do que o anteriormente previsto.
O temor provocou solavancos nas cotações de moedas emergentes e nos preços das commodities nas últimas sessões. A deterioração chinesa pode forçar o mercado a rever suas projeções.
EMERGENTES
No exterior, o dólar subiu em relação a maior parte das moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, e algumas das divisas mais importantes do mundo, como a libra esterlina.
O movimento teve apoio em dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que vieram mais fortes que o esperado no último mês de 2015.
Os números são acompanhados pelos investidores em busca de pistas sobre o rumo da política monetária do Federal Reserve (banco central americano), depois que a autoridade deu início no mês passado a um ciclo de aumento de juros naquele país.
Internamente, o mercado segue de olho nas discussões e propostas do governo brasileiro para retomar o crescimento econômico.
Embora a fraca atividade limite as projeções de aumento do juro básico (Selic) no curto prazo, a inflação alta indica que ainda pode haver elevação da taxa para tentar conter o avanço dos preços no país.
Nesta manhã foi divulgado que o IPCA, índice oficial de preços no Brasil, fechou 2015 com uma alta de 10,67%, bem acima do teto da meta do governo, de 6,5%.
No mercado de juros futuros da BM&FBovespa, os contratos fecharam com sinais opostos nesta sexta-feira. O DI para fevereiro de 2016 subiu de 14,320% para 14,328%, enquanto o DI para novembro de 2016 cedeu de 15,430% para 15,429%. Já o DI para janeiro de 2021 apontou taxa de 16,340%, ante 16,280% na sessão anterior.
INSTABILIDADE
O principal índice da Bolsa brasileira teve uma sexta-feira instável. Depois de abrir em alta e subir até 1,29%, para a máxima de 41.217 pontos, mudou de tendência com o recuo das ações da Vale e a perda de fôlego dos bancos e da Petrobras.
No fim do pregão, o Ibovespa fechou em leve baixa de 0,20%, para 40.612 pontos. É o menor patamar desde 20 de março de 2009, quando estava em 40.076 pontos. Na semana, o índice despencou 6,32%. Foi a segunda semana seguida de perdas.
O volume financeiro movimentado nesta sessão foi de R$ 4,6 bilhões -pouco abaixo da média diária de 2016, de R$ 5,3 bilhões, segundo dados da BM&FBovespa.
Os papéis da Petrobras chegaram a subir mais de 2%, mas reduziram a alta ao longo da tarde diante da virada nos preços do petróleo no exterior.
O barril de petróleo do tipo Brent, negociado em Londres e referência no setor, voltou a cair para seu menor patamar em mais de 11 anos nesta sexta-feira.
As ações preferenciais da Petrobras, mais negociadas e sem direito a voto, fecharam com leve valorização de 0,15%, para R$ 6,27 cada uma. Na véspera, esses papéis atingiram seu menor valor desde 2003.
Já as ações ordinárias da estatal, com direito a voto, encerraram o pregão com alta de 0,38%, para R$ 7,86 cada uma.
Em sentido oposto, a Vale viu sua ação preferencial cair 4,76%, a R$ 8,20. É o menor valor desde 13 de agosto de 2003, quando valia R$ 8,057.
A ação ordinária da mineradora teve perda de 3,39%, para R$ 10,54. É o menor valor desde 27 de novembro de 2003, quando valia R$ 10,458.

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