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China suspende mecanismo que interrompe negociações nas Bolsas

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ECONOMIA

China suspende mecanismo que interrompe negociações nas Bolsas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A China anunciou nesta quinta-feira (7) a suspensão, a partir de amanhã, do mecanismo automático de suspensão das Bolsas --o chamado "circuit breaker-- em caso de movimentos bruscos, informou a agência oficial "Xinhua".
A decisão ocorreu depois que o novo mecanismo, que entrou em funcionamento nesta mesma semana, causou o fechamento antecipado dos mercados em duas ocasiões, na segunda-feira e nesta quinta, e que as turbulências afetaram Bolsas de todo o mundo.
Analistas e investidores disseram que os níveis determinados para o acionamento do "circuito breaker" são muito baixos e muito próximos para funcionarem de forma efetiva.
"Atualmente os efeitos negativos do mecanismo são maiores que os efeitos positivos. Portanto, a Comissão Reguladora do Bolsa de Valores da China decide suspender o mecanismo interruptor para manter a estabilidade do mercado", disse um porta-voz do órgão, Deng Ken, em comunicado.
O mecanismo entrou em vigor no primeiro pregão deste ano, dentro de uma série de medidas aplicadas pelas autoridades de Pequim para evitar as fortes quedas que aconteceram em 2015 e contagiaram os mercados mundiais.
Trata-se de um sistema que estabelece que, quando o índice conjunto CSI 300 (que reúne 300 valores cotados nas bolsas de Xangai e Shenzhen) cai ou sobe 5%, é feita uma parada automática de 15 minutos.
Se após o reinício os movimentos acentuados continuarem e houver uma variação de 7%, será suspenso o pregão até o dia seguinte. O objetivo é diminuir a volatilidade dos papéis.
Outros mercados, incluindo Estados Unidos, Coreia e Japão, também adotam "circuit breakers", mas funcionam melhor já que seus patamares são tipicamente mais altos.
No Brasil, o "circuit breaker" é acionado quando o Ibovespa registra queda de 10% ante o fechamento anterior, levando a interrupção das negociações por 30 minutos.
Caso na volta dos negócios o índice recue 15%, os negócios são suspensos por uma hora. E se na nova reabertura a queda for 20%, cabe à Bolsa decidir a seu critério por quanto tempo o mercado ficará paralisado.
Além da suspensão do mecanismo interruptor, outra medida anunciada anteriormente pela Comissão Reguladora da Bolsa de Valores da China (CRMV) para tentar estabilizar os mercados consiste em limitar a capacidade de venda de títulos dos grandes acionistas chineses a um máximo de 1% do total de ações de uma companhia.
Desta maneira, grandes acionistas possuidores de 5% ou mais dos títulos de uma empresa não poderão se desfazer de mais de 1% do total em um prazo de três meses. Além disso, são obrigados a anunciar ao mercado seus planos de fazê-lo com ao menos 15 dias de antecedência.

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