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Ex-cunhado de Regina Casé a descoberta da AIDS: Saiba como foram os últimos anos de vida de Cazuza

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MORREU HÁ 27 ANOS

Ex-cunhado de Regina Casé a descoberta da AIDS: Saiba como foram os últimos anos de vida de Cazuza

Cazuza curtiu tudo que a vida lhe proporcionou. (Foto: Reprodução)

Há exatamente 27 anos atrás, no dia 07 de julho de 1990, o grande cantor e compositor da nova geração ‘coca-cola’ Cazuza, morreria em decorrência das complicações da AIDS aos 32 anos e em pleno auge da carreira, com suas músicas de grande impacto social que mudou a cabeça de toda uma era e que causa impacto ainda nos dias de hoje.

O jovem Agenor de Miranda Araújo Neto, ou simplesmente Cazuza, sempre foi um dos maiores artistas de seu tempo. Com um jeito completamente inusitado ‘o poeta do rock’ lutou bravamente em seu meio para sempre poder falar o que pensava e ser quem ele era. Ícone e herói para alguns e polêmico para outros, o artista sempre levou sua vida como quis.

Avesso a fama e as formalidades, Cazuza sempre colocou seu lado pessoal e romântico incorrigível em suas letras e melodias que ainda nos dias de hoje são replicadas em comerciais e rádios pelo Brasil. Sua fama ainda é tamanha que em 2008 a revista Rolling Stones o colocou em 34º lugar entre os cem melhores artistas da música brasileira.

A VIDA AMOROSA E AGITADA DO ASTRO

Patrícia Casé e Cazuza ficaram alguns meses morando juntos. (Foto: Reprodução)

Poucos sabem, mas Cazuza não apenas se apaixonou por muitas pessoas, como morou com algumas delas e quem entrega a vida amorosa do artista é sua própria mãe, Lucinha Araújo no livro lançado por ela intitulado Só as Mães São Felizes. “Ele era um menino muito diferente de todos. Sua mania de criança era jogar álcool na privada e atear fogo.”, conta ela ao descrever como foi a vida do astro.

O grande sonho de Lucinha era ver o filho formado em arquitetura ou em engenharia. “Brigávamos muito porque eu queria uma coisa e ele era o oposto. Como meu marido e pai dele era o presidente da Som-Livre na época, recebíamos muitos artistas em casa e acho que isso o influenciou um pouco.”. As brigas se davam tanto pelos gostos quanto pela rebeldia do filho que a preocupava. “Um dia eu cheguei e perguntei: ‘Filho, você é homossexual?’ e ele me disse que não era nem uma coisa e nem outra, na vida nada é definitivo.”, continua ela que teve muitas noras e genros no decorrer da vida do filho.

Uma de suas preferidas era Patrícia Casé, irmã da apresentadora Regina Casé. “Eu era a mais careta da turma, controlava todo mundo. Mas não deu. Nós moramos juntos por alguns meses e era sempre muita gente dentro de casa. Eu enchia a geladeira de manhã para não ter mais nada a noite.”. O relacionamento dos dois não durou muito mais que 6 meses. “Um dia cheguei em casa e tinha um bilhete do Cazuza dizendo que eu merecia alguém que me amasse mais do que ele.”.

Para Lucinha, o grande paixão da vida do filho foi Ney Matogrosso, que inclusive tem seu depoimento no livro. “Nós apaixonamos à primeira vista, na praia. Foi lindo e forte. Só chegamos ao fim pela insegurança que Cazuza tinha com ele mesmo. De longe foi uma paixão intensa. Ele era um anjo. Hoje só fico com as lembranças boas, mesmo depois de algumas brigas, prefiro guardar ele com carinho.”, declarou-se Ney.

A paixão durou até a insegurança de Cazuza falar mais alto. (Foto: Reprodução)

Pouco tempo depois de terminar seu relacionamento com Matogrosso, o já experiente Cazua conhece Sergio Alves, a quem Lucinha garante ter sido o amor mais verdadeiro do filho. “O Serginho soube entender o Cazuza. Meu filho tinha muito medo de amar e se machucar, para ele o amor era sinônimo de sofrimento, mas com o Sérgio ele acabou vivendo o verdadeiro amor.”. Amigos do astro dizem que apesar de tanto amor, os dois não tinham exatamente uma relação tradicional e monogâmica. “Era mais carinho e muitas drogas.”, entregou um deles.

A DESCOBERTA DA AIDS

Em meados de 1986, o cantor sentiu os primeiros impactos da doença sendo levado ao hospital emergencialmente sem imaginar o que poderia ser, já que no ano anterior ele havia sido internado por uma forte pneumonia, exigindo assim o teste de HIV, porém com o resultado negativo, Cazuza se tranquilizou e acabou não se cuidando mais. Quando teve de ir ao hospital por conta de outra pneumonia em 87, ele enfim descobre que é portador do vírus da AIDS.

Por ter muitas condições independentemente de sua carreira, ele foi levado pelos pais aos EUA para um tratamento inovador que prolongou sua vida por mais 3 anos. Os experimentos feitos no cantor, o trouxeram o folego para gravar discos em 88 e ainda sair na turnê do disco Ideologia no ano seguinte.

Pouco tempo depois de finalizar sua turnê nacional, Cazuza assume publicamente que era soropositivo, tentando incentivar a todos que se encontravam na mesma situação que ele para procurar tratamento o mais cedo possível.

A MORTE

Após quase um ano sob tratamento alternativo em São Paulo, o artista recorre mais uma vez a tecnologia americana, passando algum tempo em Boston entre 1989 e 1990. Ao retornar as terras tupiniquins, Cazuza passa mal e é internado. O ex-líder do Barão vermelho morre em decorrência de um choque séptico causado pela baixa imunidade devida a AIDS.

Seu enterro contou com mais de mil pessoas entre famosos, amigos, familiares e fãs que encherem o local com homenagens. Em sua lápide consta apenas seu codinome, deixando assim a marca única do cantor mesmo depois da morte. Um dia após seu enterro é lançado seu primeiro album póstumo ‘Por Aí’, marcando assim o inicio de gerações que ainda conheceriam o Exagerado.

A marca de Cazuza era sua autenticidade e irreverência. (Foto: Reprodução)


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