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Bope orienta profissionais da imprensa para cobertura de sequestros e rebeliões

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SEGURANÇA/PARANÁ

Bope orienta profissionais da imprensa para cobertura de sequestros e rebeliões

PM simulou abordagem em veículo, simultaneamente à explosão de duas fireballs - Foto: Divulgação/PM

A Polícia Militar (PM) do Paraná promoveu na segunda-feira (3), em Curitiba, mais uma etapa da série de eventos voltados a profissionais da imprensa, basicamente aos que atuam nas editorias policiais. Eles participaram do simpósio Papel da Imprensa em Meio aos Eventos Críticos e do simulado Ações de Combate e Prevenção ao Terrorismo. 

Na primeira parte do evento o foco foi o trabalho dos órgão de segurança do Estado e exemplos do relacionamento entre a imprensa e policiais em locais de eventos críticos como sequestros, rebeliões e manifestações, entre outros. Em seguida, foi simulada uma situação real de perigo à vida.

Policiais do Bope durante explanação a jornalistas 
Foto: Divulgação/PM

O comandante doBatalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira, explicou que o objetivo do encontro foi garantir que a imprensa tenha a liberdade que é prevista na Constituição, mas de forma segura. A palestra propôs momentos de descontração e análise, sob o ponto de vista policial, de algumas coberturas de local de crise feitas por veículos de comunicação. 

O tenente-coronel Hudson deu ainda algumas dicas essenciais para que os profissionais de imprensa exerçam suas funções de forma segura e tranquila. “Primeiro, esteja em local seguro, procure algum policial militar ou agente de segurança que possa lhe passar o que for viável para aquele momento. Avalie sempre se aquilo que você está informado realmente é confiável e fidedigno para não gerar um problema maior. A Polícia Militar está aberta para atender todos os profissionais e faremos de tudo para que possam trabalhar com segurança”, garante.

Simulação de situação crítica: orientação prepara profissionais para casos reais  Foto: Divulgação/PM 

“A ideia não foi criticar o trabalho jornalístico e sim mostrar exemplos para juntos construirmos uma relação saudável e segura para ambos os lados”, detalhou a comandante da Equipe de Negociação (subunidade do Bope), capitão Cleverson Rodrigues Machado.

O comandante da Equipe de Negociação do Bope, capitão Cleverson Rodrigues Machado, também falou o encontro. “A ideia não foi criticar o trabalho jornalístico e sim mostrar exemplos para juntos construirmos uma relação saudável e segura para ambos os lados. Para nós, como Bope, é importante poder mostrar nosso dia a dia, bem como entender mais do trabalho da imprensa, pois estamos do mesmo lado, querendo informar e cuidar da população paranaense”, destacou o capitão. 

Policial foi infiltrado entre os profissionais de imprensa, que fez o papel do causador do evento crítico Foto: Divulgação/PM 

Simulação
Após a parte teórica, os jornalistas se dirigiram até as proximidades do estádio Joaquim Américo para o exercício prático. Eles foram divididos em dois ônibus usados no dia a dia pelos policiais da Companhia de Choque. Ao chegar em frente à Arena da Baixada, em uma ação rápida do COE, foi simulada uma abordagem em um dos veículos, simultaneamente à explosão de duas fireballs, bombas geralmente utilizadas para distração. Um homem foi preso dentro do ônibus.

Policial infiltrado
“Infiltramos um policial entre os profissionais de imprensa, que fez o papel do causador do evento crítico, que estaria portando uma arma de fogo e alguns artefatos que poderiam ser usados na produção de uma bomba, o que não foi notado por nenhum dos participantes. Era justamente esta a ideia”, disse comandante do COE, capitão Cezar Hoinatski. Os policiais abordaram o rapaz e o levaram para fora do ônibus, como se fosse uma situação real. 

Foto: Divulgação/PM 

O capitão Hoinatski alertou a que a pessoa abordada não apresentava qualquer indício de risco à população e, por isso, é necessária uma preparação dos policiais para ação rápida e eficiente

Marcela Oliveira de Carvalho, produtora na RIC TV, achou a experiência muito válida. “Foi bem interessante para a imprensa entender o lado da polícia, pois às vezes achamos que ela quer evitar que cheguemos mais próximos em um local de ocorrência, mas na verdade agora entendemos que é por segurança. Foi importante termos noção de que a exclusividade e o furo de reportagem não são tudo, temos que pensar também em nossas vidas”, disse. 

Foto: Divulgação/PM 

Este evento já ocorreu de forma regionalizada em Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Cascavel para profissionais de imprensa de várias regiões do Paraná. Mais de 120 integrantes de veículos de comunicação e freelancers participaram das instruções, 50 somente em Curitiba.

Profissionais de imprensa acompanham atentamente as orientações repassadas pelos policiais Foto: Divulgação/PM 

Policiais altamente capacitados
De acordo com o comando da PMPR, o Bope conta com policiais altamente capacitados para atuar em situações específicas e que possui seis subunidades: a Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), o Comandos e Operações Especiais (COE), a Companhia de Operações com Cães (COC), o Esquadrão Antibombas (EAB), a Equipe de Negociação (EN) e a Companhia de Polícia de Choque (CiaPChoque), cada uma preparada para atender eventos de sua competência.

Com informações e fotos da Sesp

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