Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Você sabe qual é a diferença entre gripe e resfriado?

Loading...

SAÚDE

Você sabe qual é a diferença entre gripe e resfriado?

Resfriados ocasionam sintomas leves, como pouca ou nenhuma febre, espirros e coriza - Foto: Pixabay

Com a proximidade do inverno, que inicia no dia 21 de junho, os médicos alertam para a diferença entre a gripe e o resfriado, doenças respiratórias muito comuns nesta época do ano e que provocam reações similares. 

No Brasil, é comum as pessoas associarem sintomas como espirros e garganta arranhando com a gripe. De acordo com infectologistas, há uma banalização do termo gripe. Na maioria das vezes trata-se de um resfriado, ou até mesmo rinite alérgica – que nem é uma doença infecciosa.

Resfriados ocasionam sintomas leves, como pouca ou nenhuma febre, espirros e coriza, que não comprometem o estado geral do paciente. Já a gripe, causada pelos vírus influenza, é uma doença com sintomas mais graves, como febre alta, fadiga e comprometimento respiratório, podendo até provocar a morte em caso de agravamento. 

Qual diferença da origem entre gripe e resfriado?
A gripe é causada apenas pelo vírus da Influenza. Ele pode ser tipo A, B ou C, sendo os vírus do tipo A os que, historicamente, provocam os quadros mais problemáticos. Este tipo possui a maior variabilidade genética, incluindo, por exemplo, os subtipos H1N1, H3N2 e o H5N1. Já os resfriados são provocados por outros tipos de vírus, como os rhinovírus; os para Influenza tipos 1, 2 e 3 e o vírus sincicial respiratório (VSR), que é o maior responsável por infecções respiratórias em crianças menores de dois anos.

Como saber?
No caso da Influenza A e B, os sintomas são mais severos devido, por exemplo, a uma resposta imune mais exacerbada do organismo. Isso significa que o paciente tem mais febre, prostração e dores no corpo, sintomas que se estendem entre três e sete dias, além de mais possibilidades de desenvolver um quadro pulmonar. Pacientes com doenças de base, como diabetes, asma, hipertensão e problemas cardíacos têm 100 vezes mais chances de desenvolverem complicações, como infecção bacteriana secundária associada à gripe. Por isso, é importante procurar um médico, ele recomendará a melhor forma de tratamento.

Conjunção de fatores
O quadro clínico desenvolvido por um paciente sempre será resultado de uma conjunção de fatores ambientais, virais e do próprio hospedeiro. No entanto, há, de fato, mais chances de complicações em casos de gripe do que em casos de resfriados. 

A boa notícia é que o Influenza pode ser tratado com antivirais como o oseltamivir e prevenido com a vacina trivalente, ambos oferecidos gratuitamente pela rede pública para as faixas etárias recomendadas pelo Ministério da Saúde. Estas ferramentas permitem o controle da doença, o que já não é possível com os resfriados. Neste caso, apenas os sintomas serão tratados.

Transmissão por tosse e espirro
Uma das maneiras mais fáceis dos vírus da gripe e do resfriado serem transmitidos é pela tosse ou espirro das pessoas infectadas. Para prevenir-se contra estas doenças, os médicos chamam a atenção para cuidados básicos que podem fazer toda a diferença. 

“A boa higiene das mãos é uma ótima forma de se prevenir contra a gripe e o resfriado. Por isso lembre-se de sempre lavar as mãos com água e sabão e, em épocas de frio, evite lugares com muitas pessoas e pouca circulação de ar”, orienta o coordenador do Centro Estadual de Epidemiologia do Paraná, João Luiz Crivellaro. 


1.554 notificações no PR em 2017
Neste ano, o Paraná registrou 1.554 notificações de suspeita do vírus influenza, sendo que há aproximadamente 930 mil cápsulas do antiviral em estoque. Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, é essencial a agilidade em iniciar o tratamento para evitar que os sintomas se agravem

A recomendação se reforça principalmente para pessoas que já possuam alguma fragilidade anterior, como diabetes, doenças respiratórias, cardíacas, ou que têm a imunidade baixa por outras causas. “A prescrição precoce do oseltamivir diminui as taxas de mortalidade, principalmente se o tratamento for iniciado nas primeiras 48 horas dos sintomas, como febre alta e dificuldades para respirar”, explica a médica Júlia Cordellini.


O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias