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Há 17 anos o Brasil parou para acompanhar o sequestro do ônibus 174

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TRAGÉDIA

Há 17 anos o Brasil parou para acompanhar o sequestro do ônibus 174

O sequestrador Sandro do Nascimento e refém. (Foto: Carolina Fernandes/Folhapress)

No dia 12 de junho de 2000 às 14h Sandro Barbosa do Nascimento invadiu armado um ônibus no Rio de Janeiro e manteve reféns os passageiros por mais de quatro horas. O sequestro televisionado por várias emissoras do Brasil e do mundo.

Por volta das 18h50 daquele dia, Sandro desceu do ônibus com a refém Geisa Firmo Gonçalves, então grávida de dois meses, apontando o revólver para ela. Escondido na frente do ônibus, um policial do BOPE se aproxima e atira, atingindo Geisa de raspão. O criminoso caiu no chão junto com a refém, que foi assassinada por ele com três tiros.

O sequestrador foi asfixiado e morreu no carro da PM, a caminho da delegacia. A operação foi considerada um desastre à época por especialistas, imprensa e pela própria Polícia Militar do Rio.

Foto: Reprodução

VIDA DE DROGAS E CRIME
Sandro era um dos sobrevivente do massacre da Candelária – chacina cometida por policiais que ocasionaram na morte de oito, em 1993. Era usuário de drogas e cometia crimes para manter o vício. Aos seis anos de idade, testemunhou o assassinato de sua mãe, grávida de cinco meses, morta a facadas na favela do Rato Molhado, no Rio de Janeiro.

Uma das frases vociferadas por Sandro à imprensa durante o sequestro mostra o quanto o criminoso estava fora de si. “Aí, parceiro: pode me filmar legal. Se liga só: eu estava na Candelária, o bagulho é sério, mataram os irmãozinhos na maior ‘judaria’. Então eu não tenho mais nada a perder mais, não, irmão!”.

ENTERRADO COMO INDIGENTE
Sandro do Nascimento foi enterrado no dia 14 de julho do ano 2000 como indigente numa cova rasa do cemitério do Caju, centro do Rio de Janeiro. O sepultamento foi acompanhado apenas por sua mãe Elza da Silva e Ivanildo de Jesus Severo, à época presidente Associação de Moradores da favela Nova Holanda.

A professora Geisa foi sepultada em Fortaleza (CE), em funeral com cerca de 3 mil pessoas. A PM afirmou que mais de 10 mil pessoas acompanharam o cortejo. Posteriormente seu nome foi dado à uma escola na cidade.

Foto: Luiz Bettencourt/Folhapress

JULGAMENTO
Os policiais militares acusados da morte de Sandro do Nascimento foram absolvidos em dezembro de 2002. O julgamento que durou mais de 20 horas ocorreu no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

O capitão Ricardo de Souza Soares e os soldados Flávio do Val Dias e Márcio de Araújo David foram inocentados por júri popular. 

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