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"Lula não está acima da justiça", declara Marina Silva

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POLÍTICA

"Lula não está acima da justiça", declara Marina Silva

Marina Silva deu declarações polêmicas. Foto: Reprodução

Em uma entrevista concedida essa semana, a ex-senadora  Marina Silva, revela sua posição em relação ao ex-presidente Lula, a Lava-Jato e as eleições de 2018. Marina também comenta o projeto de Reforma da Previdência, defendendo sua necessidade, mas ressaltando que devem haver mudanças no texto.

Para ela, grandes partidos brasileiros como PT e PSDB, que polarizaram a política nacional, estão tentando barrar a Operação Lava-Jato. A porta-voz do partido REDE, diz que ninguém está acima da lei.

A ex-senadora diz que não podemos alimentar a cultura do ódio, que deve haver a justiça como forma de reparação, não de vingança. Seu único medo sempre foi que houvesse um acordão entre os grandes partidos brasileiros para que cessem os avanços da Operação Lava-Jato.

Já sobre o impeachment de Dilma, ela é direta. “Obviamente, já temos algumas aprendizagens: a primeira delas é que não podemos fazer o vale-tudo para ganhar uma eleição, como a ex-presidente Dilma, que lançou mão de caixa dois para se eleger.” ela continua. “Quem colocou o Temer onde ele está agora foi o PT.”

Marina, que se apresenta como nome forte para uma possível candidaturas as eleições 2018, acrescenta ainda que as reformas trabalhistas devem acontecer, declarando-se contra o imposto sindical.

“A sustentação dessa reforma está muito mais do empregador do que do empregado”, disse, alegando que qualquer reforma deve ser feita por um presidente eleito legitimamente.

Possível prisão de Lula

Para ela, qualquer decisão tomada pela justiça sobre o ex-presidente deve ser respeitada. o Brasil tem leis que regem. Também é a justiça que diz quem pode e quem não pode participar de eleição e que não há ninguém que possa ser grande ou poderosas demais para serem punidas.

Ela diz que o fato de estar sendo investigado, denunciado, não condena a o ex-presidente. E muito menos inocenta a ninguém. Ela se limita a dizer que a lei deve ser cumprida.

Eleições 2018
Já em relação a sua possível candidatura, Marina se diz honrada. Lembrando que em 2010, mesmo com a triste perda de Eduardo Campos, ela continuou a luta e obteve mais de 20 milhões de votos. “Além de uma responsabilidade, é um indicador relevante de que a sociedade quer fazer a política dos que querem discutir projeto de país, não projeto de poder.” finaliza ela.

Recentemente, Marina disse em outra entrevista, dessa vez ao Portal UOL,  que foi nas eleições de 2010 que se iniciou essa cultura política do gerente, se referindo ao nome de Dória como possível concorrente a presidência em 2018. Para ela, os brasileiros já sentiram na pele as consequências. 

 “Acho que os 14 milhões de desempregados que temos hoje no Brasil são os que estão mais aprendendo com essa história de fabricar lideranças políticas em nome da gerência", disse ela, em relação ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

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