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Greve de ônibus expõe necessidade novos meios de transporte coletivo em Curitiba

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AVALIAÇÃO DE ESPECIALISTA

Greve de ônibus expõe necessidade novos meios de transporte coletivo em Curitiba

Curitiba já chegou a ser conhecida mundialmente como referência em mobilidade urbana Foto: Arquivo AEN

greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba, deflagrada na última quarta-feira (15), tem acarretado transtornos para milhares de usuários do transporte coletivo na Capital do Paraná. Ficar durante horas no ponto de ônibus, para muitas vezes nem conseguir embarcar no veículo por causa da lotação, não é uma situação incomum para os moradores de Curitiba. 

Já para quem opta pelo carro, a paciência precisa ser dobrada ao enfrentar congestionamentos, que tem sido recorde em todos os horários do dia. Para o especialista em trânsito na Universidade Tuiuti do Paraná, professor Mauro Ricardo Nascimento Martins, é possível perceber claramente, nesta segunda-feira (20), uma degradação no sistema de mobilidade urbana em Curitiba.

“Apesar de a gente ter melhor um trânsito melhor que outras capitais, você vê nitidamente a degradação. A cidade cresceu, temos mais carros, mais cruzamentos e aquela ideia do modelo sobre pneus, eu considero ultrapassada hoje. Essa ideia é complementar. Em Curitiba hoje não temos um modal sobre trilhos, sendo que em uma cidade desse porte é absurdo”, afrirmou Martins.

Ao longo das décadas, Curitiba chegou a ser conhecida mundialmente como referência em mobilidade urbana, principalmente após a implantação do sistema BRT no transporte coletivo. Mais recentemente, entretanto, a Capital paranaense começou a integrar a lista das cidades com maior número de carros por habitante. O metrô, por diversas vezes já foi apontado como parte da solução, mas mesmo com anúncios, ainda não saiu do papel.

Refém do sistema
Conforme o professor Martins, o curitibano que depende do transporte coletivo hoje é refém do sistema de ônibus e é necessário pensar em outros modais com urgência. “Não dá para pensar uma cidade sem carros, mas não dá para pensar nela sem transporte coletivo. O transporte coletivo de qualidade é fomentador de negócios e de deslocamento. Não podemos ficar reféns de um sistema que, em caso de greve, faz uma pessoa sair 5h30 da Fazenda Rio Grande para chegar na hora ao trabalho, no Centro de Curitiba”, concluiu. 

Martins ainda aponta ainda a falta de viadutos e túneis como fatores para o trânsito caótico que Curitiba passou a enfrentar.

As informações são do portal Banda B

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