Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Cientistas descobrem causas da extinção de mamutes

Loading...

PESQUISA GENÉTICA

Cientistas descobrem causas da extinção de mamutes

​Extinção dos mamutes pode ter relação uma explosão mutacional - Foto: Pixabay

O que provocou a extinção dos mamutes pode ter sido uma "explosão mutacional", ou seja, um aumento significativo do número de mutações negativas no seu DNA, ocasionado pela rápida diminuição destes animais na Terraa, firmam cientistas em artigo publicado na revista PLOS Genetics e postado web.

"Ficamos muito surpresos quando encontramos um grande número de mutações prejudiciais nos genomas de mamutes, em estudo recentemente publicados por colegas, e encontramos número semelhante de mudanças negativas no DNA de outros mamutes da ilha de Wrangel. Esta degeneração rápida é coerente com o que a teoria prevê com a forte redução da diversidade genética na população ", disse Rebekah Rogers, da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA).

Opiniões controversas
Até o momento, não há consenso sobre as causas da extinção da megafauna da era do gelo. Alguns cientistas acreditam que os mamutes e rinocerontes lanudos foram extintos somente por causa das mudanças climáticas, enquanto outros paleontólogos se atêm à hipótese de igual "contribuição" do homem e do ambiente para o desaparecimento dos animais gigantes na Ásia e América.

Recentemente, os paleontólogos localizaram na Sibéria "presas de leite" de diversos mamutes, os traços nas quais mostraram claramente que para a extinção destes gigantes, que viveram na Península de Taimyr e no leste da Sibéria, contribuíram os caçadores humanos. 

Degenerescência
Os geneticistas também encontraram traços de degenerescência no DNA dos últimos mamutes da Terra na ilha de Wrangel e outros cientistas — indícios de que estes animais poderiam ter morrido de sede. Rebekah Rogers e seu colega Montgomery Slatkin ficaram intrigados com indícios de degenerescência no DNA e decidiram ver a velocidade com que as mutações se acumularam em genes de mamutes nos últimos mil anos de sua existência na Terra.

Os dois pesquisadores tomaram como base genomas de mamutes já apurados por colegas. Alguns dos animais que eles examinaram viveram na época do auge de mamutes em Yakutia, nas redondezas de Oymyakon, cerca de 45 mil anos atrás, enquanto outros viveram em Chukotka e na ilha de Wrangel nos últimos dias de sua existência na Terra, há 4,3 mil anos.

Comparação 
Ao comparar os genomas dos mamutes uns com os outros, e ainda com o DNA de elefantes indianos, os cientistas constataram todas as suas mutações prejudiciais - "quebras" repentinas de genes, genes com grandes áreas remotas do código genético e vários danos leves. Como foi apurado, o genoma do mamute da ilha de Wrangel continha um número desproporcional de tais mutações, que se acumularam mais do que deveria ser no curso normal da evolução.

Olfato prejudicado e carência de vitaminas
Os últimos mamutes da Terra perderam assim uma grande quantidade de receptores olfativos, bem como os genes associados à síntese de vitaminas e outras moléculas vitais. Além disso, o pelo dos animais se tornou transparente devido à perda do gene FOXQ1. No mais, foi interrompido o funcionamento de quase três mil genes de mamute relacionados com a "leitura" do DNA dentro da célula e a produção de moléculas de proteína.

As informações são da revista PLOS Genetics

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias

24/05/2017 - 09h30