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Pesquisa visa dar mais eficiência para tratamento do câncer de mama

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INÉDITO

Pesquisa visa dar mais eficiência para tratamento do câncer de mama

- Atualizado em 14/10/2016 23:33
Teste inédito no Brasil deve dar mais eficiência ao tratamento de câncer de mama. Foto: Divulgação

Uma pesquisa, fruto da parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Hospital Erasto Gaertner e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), busca desenvolver um teste inédito no Brasil para dar mais eficiência ao tratamento de câncer de mama. Os primeiros resultados devem ser conhecidos já em 2017.

Atualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), 57 mil novos casos de câncer de mama são diagnosticados no Brasil a cada ano. A maioria das vítimas é composta por mulheres e 70% da incidência do câncer de mama feminino está relacionado a tumores do tipo hormonal.

Esses casos são tratados durante cinco anos com o Tamoxifeno, medicamento que diminui a reincidência do câncer e aumenta a sobrevida da paciente, explica o médico oncogeneticista do Hospital Erasto Gaertner e professor de Medicina da PUCPR, José Claudio Casali. 

O medicamento é considerado uma pré-droga porque precisa entrar em contato com o metabolismo da paciente para gerar o efeito desejado.No caso específico do Tamoxifeno, esse efeito é realizado com enzimas naturais do organismo humano. Entretanto, no Brasil, 10% das mulheres não têm a enzima CYP2D6, necessária para gerar o efeito do medicamento. “Portanto, a cada ano, seis mil mulheres usam o medicamento sem que ele surta efeito”, salienta Casali.

Por essa razão, especialistas do Tecpar buscam desenvolver um teste para avaliar no plasma sangLiberation Serifuíneo a presença das substâncias produzidas na reação do medicamento com as enzimas naturais da paciente e a sua concentração. O resultado desse teste permitirá melhorar a eficiência do tratamento. “Com esse teste, o tratamento fica mais personalizado e efetivo. Se a paciente não possui a enzima, ela já pode ser encaminhada para outro medicamento que não o Tamoxifeno”, pontua o médico oncogeneticista.

A linha de desenvolvimento do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar vai atuar em dois campos - para verificar se a dosagem das 12 marcas do Tamoxifeno corresponde à indicada na bula e, também, para desenvolver um teste para medir, no plasma sanguíneo da paciente, a presença e a concentração das substâncias produzidas na reação com o medicamento. “O trabalho é inédito no Brasil por fazer esse mapeamento, que gera respostas mais efetivas aos pacientes brasileiros”, pontua Natalício Ferreira Leite, pesquisador do centro.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, a pesquisa vai gerar novas soluções que podem ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). “A princípio, a ideia é disponibilizar ao Hospital Erasto Gaertner esse teste para ser feito logo no início do tratamento, e, mais para frente, oferecê-lo ao SUS e levá-lo a todo o País”, explica Souza.A expectativa é que em 2017 o teste para medir a presença e a quantidade das substâncias derivadas do medicamento usado no tratamento do câncer de mama já esteja disponível para uso pelas pacientes.TECPAR - O Tecpar é uma empresa pública do Governo do Estado e tem 76 anos de atividade. 

Os negócios do instituto são divididos em quatro grandes unidades: Soluções Tecnológicas, para dar apoio às empresas que buscam inovar; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com suas incubadoras tecnológicas e com os parques tecnológicos, como o Parque Tecnológico da Saúde; Educação, com qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras paranaenses; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento e produção de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.Além disso, o instituto atende demandas do Governo do Estado, sendo executor de projetos na área de energias renováveis e empreendedorismo tecnológico.

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