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Realização do Enem com ocupações de colégios é alvo de polêmica

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NO PARANÁ

Realização do Enem com ocupações de colégios é alvo de polêmica

- Atualizado em 13/10/2016 17:57
Estudantes durante manifestação em frente à Câmara de Vereadores de Apucarana (norte do Paraná) - Foto: José Luiz Mendes

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) negou, nesta quinta-feira (13), a informação divulgada pelo secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni, de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderia ser suspenso em caso de as ocupações de estabelecimentos de ensino público prosseguirem no Estado. Conforme o último balanço do movimento “Ocupa Paraná”, são mais de 250 escolas públicas ocupadas por estudantes, das 2,1 mil que há no Estado. A nota do Inep gerou polêmica assim que foi divulgada.

Em transmissão ao vivo realizada no Facebook durante a noite de quarta-feira (12), Rossoni chegou a afirmar que a Secretaria Estadual de Educação havia recebido a informação do Ministério da Educação (MEC) de que o exame poderia ser cancelado no Paraná também em caso de greve de professores. 

“A secretária de Educação [Ana Seres] acaba de me informar de que o MEC tomou a seguinte decisão: que não fará os exames do Enem se o Paraná tiver escolas ocupadas ou professores em greve. Então veja que estamos entrando em uma situação extremamente delicada, já que podemos prejudicar os nossos estudantes que querem entrar em universidades públicas”, disse o secretário.

Segundo o portal Banda B, na tarde desta quinta-feira o Inep, por meio de nota, negou a afirmação de Rossoni. “O Inep reafirma que o Enem será realizado no Paraná, nos dias 5 e 6 de novembro. Caso alguma escola onde será realizado o exame esteja ocupada nos dias das provas, o Inep tomará as medidas necessárias para garantir que nenhum inscrito no exame seja prejudicado”, informa nota.

Os estudantes que ocupam escolas, não só no Paraná como em outros estados, criticam a reforma do ensino médio proposta pelo governo Michel Temer e que retira do currículo a obrigatoriedade de disciplinas como artes e educação física.

Mudanças só após discussão
No vídeo, Rossoni destacou ainda que o governador Beto Richa já acenou por duas vezes de que o Paraná não fará mudanças no ensino médio sem discussão e sugeriu que há uma possível intenção político partidária no movimento.

Colégio ocupado no distrito de Vila Reis, em Apucarana (norte do Paraná) - Foto: José Luiz Mendes

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