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Família tenta encontrar doador compatível para jovem com leucemia

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MOBILIZAÇÃO

Família tenta encontrar doador compatível para jovem com leucemia

Rodrigo está internado há dez dias no Hospital Paraná, em Maringá. Foto: Arquivo pessoal

Encontrar um doador compatível para o filho internado com quadro grave de leucemia. Essa é a missão dos pais do servidor público apucaranense Rodrigo Sartini Braga, 29 anos. Para para aumentar as chances de encontrar um doador compatível, os familiares lançaram nesta semana nas redes sociais uma campanha. O banner pedindo ajuda já foi compartilhado por centenas de usuários e os doadores já começaram a comparecer ao Hemonúcleo de Apucarana.  

De acordo com a mãe, a funcionária pública Maria Elisa Sartini, 55 anos, Rodrigo está internado há dez dias no Hospital Paraná, em Maringá, onde se recupera de sessões de quimioterapia. É a segunda vez que o apucaranense luta contra a doença. 

“Em 2013, quando foi diagnosticado foram dois anos de tratamento no total, mas os oito primeiros meses foram mais intensos”, explica Maria Elisa, que conta com o pai de Rodrigo, o advogado Joel Travas Braga, 58, na campanha.  

Em 2015, um exame mostrou que as células doentes tinham sido zeradas, mas em agosto deste ano, um novo diagnóstico identificou que a leucemia havia voltado. “Voltou muito forte, por isso, o transplante foi apresentado como alternativa de tratamento e recuperação”, diz. Maria Elisa revela que todos os familiares já fizeram cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), considerado o terceiro maior banco de medula óssea do mundo.  

“Queremos, com essa campanha, conscientizar as pessoas sobre a importância de ser um doador, porque quanto mais doadores, maiores são as chances de salvar a vida do meu filho”, afirma. Por outro lado, Maria Elisa reforça que a pessoa que decidir fazer a doação precisa estar consciente.  

“Porque ela pode não ser compatível com o meu filho, mas pode ser para outro paciente. Caso não esteja preparada, ao ser identificada como doadora, poderá não fazer a doação, o que é algo muito cruel com a pessoa que está do outro lado, porque a vida dela depende disso”, observa.  

A mãe de Rodrigo garante que, só de saber que as pessoas têm compartilhado, procurado saber maior sobre a doação de medula óssea, a esperança tem se renovado. “A minha esperança está na solidariedade das pessoas”, revela.  Enquanto aguarda encontrar o doador, que é de um em cem mil, ela aguarda ansiosa o retorno do filho para casa. A previsão é que ele receba alta nos próximos dias.

Doações podem ser feitas no Hemonúcleo 
O Hemonúcleo de Apucarana é o órgão responsável por fazer o cadastro dos interessados em ser um doador de medula óssea. Na ocasião são recolhidos 5 ml de sangue, que são enviados ao laboratório, que faz a análise. Após a análise, segundo a assistente social Liana Lopes Bassi, responsável pelo setor de captação de doadores, os dados são agrupados em um registro único e nacional, o Redome.  

“Também é importante que a pessoa mantenha o contato sempre atualizado. Pedimos que entre o site do Redome ou venha até o Hemonúcleo para atualizar os dados, porque uma vez que faz a doação as informações ficam guardadas no Redome, que faz esse cruzamento genético”, diz.  Segundo Liana, essa atualização é necessária sempre que mudar de telefone ou endereço. “Por isso, pedimos sempre dois contatos de telefones extras, para que possa ser localizada, caso seja compatível com algum receptor”, diz. Ela frisa ainda que o doador não escolhe para quem irá a sua medula óssea. 

“Pode acontecer de um amigo do Rodrigo ser compatível com outro receptor de qualquer canto do Brasil, e precisa estar preparado para isso”, assinala. A chefe do setor de captação explica que as coletas destinadas ao banco de medula são feitas de segunda a quarta-feira, por causa dos procedimentos de envio ao laboratório.  O atendimento para doação de medula óssea é de segunda à quarta-feira, das 8 às 12 horas, e das 13 às 16 horas.

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