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Neurocientistas validam parcialmente argumentos de defesa usados por soldados nazistas

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NEUROPSICOLOGIA

Neurocientistas validam parcialmente argumentos de defesa usados por soldados nazistas

Julgamento de Nuremberg. À frente, de cima para baixo: Hermann Göring, Rudolf Heß, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel. Atrás, de cima para baixo: Karl Dönitz, Erich Raeder, Baldur von Schirach, Fritz Sauckel. Fonte: Reprodução

Durante os julgamentos de Nuremberg, ocorridos após a Segunda Guerra Mundial, o principal argumento de defesa utilizado por soldados nazistas e oficiais de baixa patente foi de que estavam apenas seguindo ordens quando cometeram atrocidades. Um novo estudo validou parcialmente tal justificativa.

A pesquisa foi organizada pelo professor Patrick Haggard, da University College London, e se baseou em um experimento no qual participantes foram selecionados aos pares e tiveram eletrodos implantados no couro cabeludo, os quais induziam um choque doloroso porém tolerável (que foi recebido por todos antes do experimento) ao se pressionar uma das duas teclas de um teclado. Os colaboradores deveriam então escolher se seu parceiro levaria o choque ou não.

Em metade dos testes, uma cientista permaneceu na sala e pediu que os participantes apertassem o botão responsável pelo choque. Na outra metade, outro cientista permaneceu no lugar e disse firmemente qual dos botões deveria ser apertado. Um som era tocado após a escolha entre fornecer a descarga elétrica ou não.

Os participantes pausavam quando recebiam a ordem ou o pedido de fornecer o choque ao companheiro. Haggard comentou que eles percebiam o intervalo entre o som e a descarga elétrica maior quando ordenados do que em condições normais.

Segundo a Universidade Herald, isso demonstra que quando uma pessoa recebe ordens, a conexão entre ato e consequência é enfraquecida, diminuindo nossa percepção de culpa.

Embora os argumentos de Nuremberg tenham base científica parcial, isso não confere inocência aos soldados nazistas, uma vez que, embora não tenham se sentido culpados, a escolha ainda pertenceu a eles, tornando-os responsáveis pelo sofrimento e morte de diversas pessoas.

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