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Corte do programa Farmácia Popular gera preocupação em Apucarana

Redução de 59% prevista no orçamento de 2023 vai impactar farmácias privadas e, principalmente, consumidores

Da Redação

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Programa “Farmácia Popular” está presente em 28 mil farmácias de 3,5 mil municípios brasileiros
Icone Camera Foto por Agência Brasil
Programa “Farmácia Popular” está presente em 28 mil farmácias de 3,5 mil municípios brasileiros
Escrito por Da Redação
Publicado em 12.09.2022, 17:40:09 Editado em 12.09.2022, 17:48:15
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O corte de 59% do orçamento de 2023 do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), que atende 21 milhões de pessoas no país, gera preocupação entre beneficiados e também farmácias credenciadas. O programa oferta gratuitamente medicamentos essenciais para o tratamento de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e asma, além de descontos de até 90% em outros medicamentos.

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“É ruim para todo mundo, mas principalmente para a população de baixa renda que estava acostumada a buscar os remédios”, avalia o presidente do Sindifarma Paraná, Edenir Zandoná Junior. A entidade representa 6 mil farmácias paranaenses. Segundo ele, o corte vai dificultar muito o acesso aos medicamentos. “Aquele que tiver mais sorte vai conseguir pegar (os remédios). É preocupante”, afirma.

No caso das farmácias, Zandoná Junior assinala que haverá queda no faturamento, principalmente das unidades menores. No entanto, o maior prejudicado é o consumidor. “É um corte bastante ostensivo para o consumidor, que será o mais penalizado”, acrescenta.

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Gerente de uma rede de farmácias em Apucarana, Poliana Cristina Chambó Ruiz Vialli da Silva reforça a preocupação com o corte no programa. “A pessoa que vem retirar o seu produto não vai mais entrar na farmácia e isso traz prejuízos. Muitas vezes, ao buscar o remédio do programa, ela acaba comprando algo a mais no setor de perfumaria. É claro que esse corte preocupa”, afirma.

Mesmo assim, Poliana assinala que as farmácias não devem descontinuar o programa. “Vamos continuar, sem dúvida, mas estamos esperando. Este é um ano eleitoral e a gente precisa aguardar também o resultado em outubro para saber o que vai acontecer exatamente”, pontua.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o programa “Farmácia Popular” está presente em 28 mil farmácias de 3,5 mil municípios brasileiros. Em 2022, as despesas com a gratuidade do programa prevista no Orçamento somaram R$ 2,04 bilhões. Já no projeto de Orçamento de 2023, segundo reportagem do Estado de S. Paulo, o governo previu R$ 842 milhões: corte de R$ 1,2 bilhão.

Em nota enviada ao Estado de S. Paulo, o Ministério da Economia afirmou que os cortes são resultado da “enorme rigidez alocativa a que a União está subordinada, agravada pela necessidade de alocação de recursos para reserva de emendas de relator”, admitindo que a redução de recursos é resultado do chamado “orçamento secreto”.

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