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Marido perdoa traição e diz que esposa não é coautora do assassinato da filha 

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CASO JÉSSICA

Marido perdoa traição e diz que esposa não é coautora do assassinato da filha 

Hamilton disse que perdoou Célia e que acredita em sua inocência. Foto: Vanuza Borges/Tribuna do Norte

O julgamento dos acusados de assassinar a apucaranense Jéssica Carline Ananinas começou às 7h30 e prossegue até às 18 horas desta terça-feira (7).Às 15h30 o júri começou a ouvir o filho e o marido de Célia Forti, mãe da vítima, e acusada de arquitetar a morte dela junto com o genro, Bruno Costa, com quem tinha um caso extraconjugal. 

Durante seu depoimento, Hamilton Ananinas disse que perdoou a traição da esposa e que acredita em sua inocência. Para ele, Célia não ajudou a planejar a morte de Jéssica. Ele ainda afirmou que a mulher é uma pessoa "tímida e não indiferente ou fria como foi descrita". 

Segundo Ananias, Bruno Costa teria interesse em terrenos que Célia teria herdado de herança do pai. Ainda conforme Hamilton, Bruno teria se aproveitado de um momento frágil por qual a Célia estaria passando. Na época ela estava com depressão e cuidava da mãe doente. Ele ainda afirmou que a esposa teria tentado romper o relacionamento com o Genro, mas não conseguiu por causa das ameaças de Bruno.

Hamilton abraça Célia após ser ouvido. Foto: Vanuza Borges/Tribuna do Norte

Ananias disse que soube do caso entre o genro e a esposa no velório da filha e que nuca havia desconfiado de nada porque tinha um bom relacionamento com Célia.

O advogado de defesa de Célia, José Theodoro, acredita que sua cliente será inocentada. "Hoje é a oportunidade que a Célia está tendo para mostrar à sociedade o que realmente aconteceu. Criou-se uma forma de vincular o relacionamento que ela teve com o genro com a morte da filha dela. Estão se baseando simplesmente no depoimento de Bruno, que sem piedade deu trinta facadas na esposa, sem dar o direito de ela se defender, de saber o porque estava morrendo, ou de pedir socorro. Ele deu três depoimentos, todos diferentes. Só no último depoimento que ele trouxe o nome de Célia Forti. Ele ficou sabendo que ela tinha confessado sobre o relacionamento deles e se vingou. O primeiro disse que era roubo, o segundo confessou que tinha cometido o crime e no terceiro trouxe a Célia para a cena do crime. Tenho certeza que os jurados vão analisar as provas dos autos", disse. 

O advogado também afirmou que pessoas que estiveram presas com Bruno afirmaram em juízo que ele chegou a dizer que Célia não sabia sobre o plano de assassinar Jéssica. "Ele não queria que ela ficasse livre para arrumar outro homem", afirmou à reportagem. 

Recesso
O juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana, Osvaldo Soares Neto, que preside o julgamento informou que o júri será suspenso às 18 horas desta terça-feira. O magistrado avaliou que seria desgastante continuar o julgamento sem interrupção. O júri popular será retomado na quarta-feira pela manhã. A expectativa é que a sentença saia à tarde ou à noite do mesmo dia. (Com informações com Vanuza Borges)

Várias pessoas acompanham o julgamento. Foto: Nathalie Bagatini/TNonline

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