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Macacos do Parque da Raposa não devem ser alimentados por humanos, alertam biólogas

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FOCO NO INSTINTO NATURAL

Macacos do Parque da Raposa não devem ser alimentados por humanos, alertam biólogas

- Atualizado em 15/10/2016 12:15

Trabalho pioneiro realizado por ex-alunas de biologia da Faculdade de Apucarana (FAP) levantou dados inéditos sobre a única família de macacos-prego a sobreviver no Parque Ecológico da Raposa na zona leste de Apucarana. Ariane Gouveia e Jéssica Abreu descobriram durante o Trabalho de Conclusão de Curso que dezenas de macacos-prego vivem no local. Elas também observaram que os animais suprem suas necessidades alimentares e espaciais, mas alertam, no entanto, que esses recursos podem se tornar escassos à medida que a população dos primatas cresce. As biólogas propõem a junção dos pequenos fragmentos de mata da unidade de conservação com árvores frutíferas. O objetivo é perpetuar a espécie no local.  

Mas ultimamente os macacos estão saindo da mata para buscar alimentação. A presença dos primatas à margem de vias de acesso para o parque atrai a atenção dos visitantes do local que apreciam contato direto com a natureza.  Ariane e Jéssica ressaltam, no entanto, que moradores do entorno e visitantes não devem alimentar os macacos. “Pedimos que a população que não venha alimentar os macacos porque senão eles perdem o instinto de procurar comida na mata e acabam se deslocando para as residências vizinhas e invadem as casas, destroem pomares e com isso acabam sendo considerados uma peste, o que não é verdade”, afirma Ariane Gouveia.

Elas também concluíram que o Parque da Raposa apresenta condições ambientais parciais para a sustentabilidade ecológica da família de macacos-prego. Para as ex-acadêmicas, o estudo foi fundamental para entender como contribuir com a permanência destes primatas no espaço. “O intuito do trabalho era para saber também como estava sendo a interação da população com os habitantes do núcleo ao redor, para saber como eles estavam se comportando dentro da mata, se eles estavam vivendo ou apenas sobrevivendo” comenta Jéssica Abreu.

Primatas dóceis
A família de macacos estudada pelas apucaranenses é mais dócil que o natural em razão da convivência com os moradores do entorno do Parque da Raposa. As duas bióloga desenvolveram o trabalho juntas, mas cada uma analisou aspectos específicos. O trabalho feito pela Jéssica de Abreu se voltou ao tema “Ecologia Comportamental de macacos-prego no Parque Ecológico da Raposa, Apucarana- PR”.  

Foco na dinâmica espacial
Já a Ariane Gouveia norteou seus estudos com foco “Estrutura e Dinâmica Espacial da População de macacos-prego no Parque Ecológico da Raposa, Apucarana – PR”. As biólogas reiteram que o passeio no Parque da Raposa é estimulante para quem gosta de contato direto com a natureza, mas essa relação com os macacos deve ficar apenas no visual. "Ao alimentá-los, as pessoas podem atrapalhar o curso natural da vida dos macacos, mesmo tendo as melhores das intenções", completam.

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