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Caminhões-pipa 'socorrem' população

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FALTA DE ÁGUA

Caminhões-pipa 'socorrem' população

O abastecimento de água tratada poderá ser retomado na noite de hoje em Apucarana, na região Norte do Paraná. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) passaria a madrugada inteira tentando solucionar o problema na captação de água do Rio Caviúna, afetada pela alta do rio provocada pelas chuvas. Já em Arapongas, a situação é ainda pior e a empresa trabalha com o prazo de até a próxima terça-feira (19) para a solução do problema.

Em Apucarana, o gerente regional da Sanepar, Luiz Carlos Jacovassi, explicou no final da tarde de ontem, que o sistema elétrico do sistema de captação, que foi totalmente inundado, está apresentando problemas. “Estamos realizando testes nos quadros de energia e demais estruturas elétricas a fim de identificar o problema. Depois iremos testar as bombas d’água. Além disso, estamos com outra frente de trabalho para recuperar a adutora que foi rompida e levada pela enxurrada. Tanto os testes quanto a recuperação da adutora devem ser finalizados até amanhã (hoje) pela manhã”.

Segundo ele, se tudo ocorrer dentro do planejado, o abastecimento poderá voltar ao normal na noite de hoje. “Os testes das bombas d’água são uma grande incógnita. Se elas não estiverem muito danificadas, poderemos religá-las e então bombear a água até o centro de tratamento. Lá, é preciso encher o reservatório, que está completamente vazio, o que demora quase um dia inteiro. Se nenhum novo problema for identificado, o reabastecimento será retomado na noite de amanhã (hoje)”. Na cidade, 75% da população está sem água.

Enquanto isso, caminhões-pipa estão fazendo o trabalho de abastecimento emergencial, priorizando postos de saúde, creches e hospitais, além de fornecer água potável para a população. Vários bairros foram atendidos ao longo do dia de ontem. E onde o caminhão chega, várias filas se formam. “A situação está difícil. Não estou lavando louça, é complicado fazer comida, tomar banho... Pelo menos com alguns baldes d’água enchidos nos caminhões-pipa poderei fazer alguma coisa”, disse Adenir Pontes, motorista e morador do Jardim Marissol, zona oeste da cidade.

A diarista Lucinéia Ferreira também lamenta. “Não dá para lavar roupa, limpar a casa, fazer praticamente nada sem água. Está muito complicado. Se não fosse a água do caminhão, não saberia o que fazer”, conta. Já os moradores das proximidades do Parque Santo Expedito estão utilizando a fonte de água do local para encher baldes e utilizar nos afazeres domésticos. Ao longo do dia de ontem, o fluxo de pessoas no parque foi intenso. “Não dá para fazer nada sem água. Aí ficamos obrigados a vir aqui para pegar água. É difícil, mas é a única alternativa”, explica a costureira Márcia Alves.

Foto: TNONLINE

Já os moradores das proximidades do Parque Santo Expedito estão utilizando a fonte de água do local para encher baldes e utilizar nos afazeres domésticos. Ao longo do dia de ontem, o fluxo de pessoas no parque foi intenso. “Não dá para fazer nada sem água. Aí ficamos obrigados a vir aqui para pegar água. É difícil, mas é a única alternativa”, explica a costureira Márcia Alves.


Retorno só na terça-feira em Arapongas

De acordo com a gerência regional da Sanepar de Arapongas, a expectativa é de que o abastecimento seja restabelecido apenas na semana que vem. Luiz Alberto da Silva, representante do órgão, informou em coletiva de imprensa que os reparos ainda não foram iniciados por conta da dificuldade em chegar na estação de captação. A ponte que faz parte do único acesso ao local caiu por conta das chuvas.

Em Arapongas, 90% da cidade está sem água. No município, vários caminhões pipa também fazem atendimento a população. “Recebi a visita do presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, que informou que todos os esforços possíveis serão aplicados para que haja recuperação mais rápida possível. Tivemos a inundação do Ribeirão dos Apertados, onde perdemos praticamente todos os equipamentos de produção de água. São equipamentos pesados, um deles chega a pesar uma tonelada, exige a presença local de equipamentos e maquinários para a retirada”, afirmou ele.

Segundo Silva, a situação é bastante complicada. “Creio que, se tudo correr bem e não chover, e criarmos novo acesso aos equipamentos, em três dias recuperam o bombeamento. E para a recuperação dos reservatórios no mínimo dois dias. Acredito que de 5 a 6 dias a população volte a ser abastecida com água”.


Venda de água mineral dispara na região


O comércio também está sendo bastante afetado pela falta d’água.  Restaurantes estão dependendo de caminhões-pipa para funcionarem e estabelecimentos de revenda de água mineral estão com o estoque zerado. Hérica Carrazedo é sócia-proprietária de uma revendedora de água mineral. Segundo ela, os pedidos aumentaram consideravelmente nesses últimos dias. “A procura está tão grande que o estoque de galões de 20 litros, que duraria uma semana, acabou em menos de dois dias.

Agora estamos tentando conseguir mais galões com a distribuidora”, explica. Proprietário de um restaurante na região central de Apucarana, Vítor José Simões afirma que a situação está bem complicada. “Estamos dependendo do caminhão-pipa da Sanepar, que encheu a nossa caixa d’água e nos deixou com estoque suficiente para um dia. Amanhã (hoje), vamos precisar de novo reabastecimento, tanto para preparar os alimentos quanto para lavar a louça, utensílios da cozinha e dependências do restaurante”, afirma.

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