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​Ucranianos ortodoxos de Apucarana celebram o Natal  

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DIFERENÇA DE CALENDÁRIO

​Ucranianos ortodoxos de Apucarana celebram o Natal  

Descendentes de ucranianos da Irmandade Ortodoxa Santa Olga da Paróquia Proteção da Santíssima Mãe de Deus, de Apucarana, comemoram o Natal nesta quinta-feira (7). "Hoje houve liturgia em comemoração a Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo e amanhã a celebração acontece na igreja da Colônia Nova Ucrânia", afirma o diácono Ivan Tchopko. Ao contrário dos católicos romanos, que seguem o calendário gregoriano, os ortodoxos ainda mantém a contagem de dias e anos conforme o calendário criado pelo Imperador Júlio César, no ano 46 a.C.. A cerimônia em memória ao nascimento de Cristo ocorre anualmente, de forma idêntica à da Igreja Católica Romana. 

Foto: José Luiz Mendes

Durante a celebração, o padre segue os ritos em português. Porém, as canções ecumênicas são cantadas em ucraniano. “Os ucranianos vieram para o Brasil trazendo sua história, sua cultura, repassando para os filhos que nasceram no Brasil e para os netos e, assim como a Igreja, mantendo sua história de cultura e tradições”, explica o padre Eduardo Tararuk, que veio da Ucrânia para o Brasil com a esposa e a filha há mais de quatro anos. A diferença na data do Natal ocorreu com o Primeiro Cisma da Igreja Católica, no século 11 D.C.. 

Foto: José Luiz Mendes


Na oportunidade, cristãos do oriente médio e da Europa Oriental decidiram romper as relações com Roma e criar uma nova ordem católica. Nela, os sacerdotes são liberados para casar. Por outro lado, algumas tradições de Roma, como o culto às imagens foi mantido. Já a questão das datas se refere às mudanças adotadas pela Igreja Católica Romana para conquistar mais fiéis. A celebração no dia 25 de dezembro, por exemplo, coincide com a data de louvor ao Deus Sol. O objetivo era conseguir fazer com que os pagões aderissem ao catolicismo e aceitassem Cristo como o salvador deles.

Foto: José Luiz Mendes

Visitação em casa - Depois da cerimônia na igreja, os membros da comunidade ortodoxa passam nas casas dos paroquianos, onde promovem mais uma sessão de rezas e bênçãos. O ritual é chamado de Koliada, que, em ucraniano, significa “acolhida”. Ao fim das rezas, os donos das casas oferecem comida aos visitantes. "O ritual só é encerrado com a visita a todas as casas dos paroquianos. Hoje, cerca de 40 famílias de descendentes de ucranianos ainda vivem em Apucarana", completa o padre Eduardo Tararuk.

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